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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Governo de Goiás através de decreto anuncia fechamento da Sub-secretaria da educação de Catalão e outras 24 no estado

O Programa de Austeridade pelo Crescimento do Estado de Goiás, que já reduziu mais de mil cargos comissionados no governo goiano, vai impactar também na Educação. O decreto nº 8.861, publicado no dia 30 de dezembro de 2016, determina a redução de 40 para 15 o número de subsecretarias regionais da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que a decisão de extinguir todas as 40 subsecretarias de Educação não foi política, mas sim técnica. Questionado pelo Diário de Goiás sobre o assunto, o gestor afirmou que hoje os processos são eletrônicos, o que pode diminuir custos, com a redução de estruturas e os recursos serem aplicados na melhoria do sistema de ensino.

“Isso não é decisão minha, é uma decisão técnica da secretaria e do instituto Falconi que concluiu que com a informática e com a inovação tecnológica não há mais a necessidade de se ter órgãos presenciais, antigamente era preciso levar nas mãos todas as informações, boletins, para todas as regionais, agora você pode fazer tudo pela internet, o que nós queremos é que os professores estejam na sala de aula e diminuir despesas para que a gente tenha mais recursos para se investir em educação”, explicou.


O Sindicato da Educação de Goiás (Sintego) condenou, por meio de nota, a decisão do governo estadual de fechar 25 subsecretarias regionais de educação espalhadas por todo estado. Para o sindicato, a decisão é uma afronta a todos os trabalhadores da Educação em Goiás e também contra alunos e pais.

O Sintego afirma que a decisão nada mais é do que uma tentativa do governador Marconi Perillo (PSDB) e da secretária da Educação de Goiás, Raquel Teixeira, de provocar o desmonte da escola pública e o aniquilamento do funcionalismo público de Goiás.

“Já não bastasse negar os direitos básicos aos trabalhadores, com o fechamento das subsecretarias, o Governo provocará o acúmulo de trabalho para os servidores o que, certamente, prejudicará a prestação dos serviços à comunidade. Vale lembrar que toda essa mudança arbitrária provocará o aumento das despesas dos servidores que terão que se deslocar para outras subsecretarias que estiverem lotados para cumprir a carga horária a qual lhe compete. Como os trabalhadores arcarão com tantos prejuízos?”, questiona a nota.

A nota deixa claro que o sindicato irá buscar reuniões com os servidores e professores prejudicados para discutir uma reação ao que considerou um “desrespeito do governador”, a qual poderá ser, inclusive, uma greve ou paralisação.

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