Radio online

terça-feira, 23 de maio de 2017

Fraude de 2 bilhões em fornecimento de marmitas a presido de goiás esquema beneficiava Carlinhos cachoeira

Bens avaliados em mais de R$ 2 bilhões de duas empresas e dez réus envolvidos em um esquema de fraudes na contratação para o fornecimento de refeições para detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, que incluem integrantes do governo de Goiás, como ex-secretários de Segurança Pública, foram bloqueados pela Justiça. Segundo o processo, o esquema beneficiava os interesses do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A determinação partiu do juiz Ricardo Prata, que acolheu parcialmente pedido feito pela promotora de Justiça Fabiana Lemes Zamalloa do Prado em ação de improbidade administrativa.

Além de Cachoeira, tiveram seus bens bloqueados os réus Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita, atual secretário de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan); Edilson Divino de Brito, que presidiu a antiga Agência Prisional do Estado; Edemundo Dias de Oliveira Filho, ex-diretor Geral da Polícia Civil e presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO); e o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcêz Henrique.

Integram a lista, ainda, Ronald Christian Alves Bicca; Henrique Rogério da Paixão; Kleber Guedes Medrado; Rosana de Freitas Santos; Antônio Carlos de Lima; e as empresas Coral Serviços de Refeições Industriais Ltda. e Cial Comércio e Indústria de Alimentos Ltda.

Segundo esclarecido pela promotora, o ‘processo’ de contratação de empresa de forma direta para o fornecimento de refeições prontas para o Complexo Prisional, foi deflagrado, em 2011, em razão do estabelecido em um termo de ajuste de conduta (TAC) celebrado com o Ministério Público de Goiás, o qual objetivava atender a uma necessidade por seis meses, até que se concluísse o processo licitatório regular para o fornecimento das refeições, conforme definido pela extinta Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) no compromisso com o MP-GO, até que se concluísse a reforma da cozinha industrial do Complexo Prisional.

Assim, em razão dessa contratação fraudulenta, os envolvidos armaram “uma verdadeira farsa, ou seja, uma disputa suja entre duas empresas, patrocinada por agentes públicos e particulares, de acordo com seus interesses”, asseverou a promotora Fabiana Lemes Zamalloa do Prado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário